domingo, 13 de maio de 2012

Márcio Macêdo quer incentivar doação de sangue no País com direito a meia entrada

Deputado petista propõe que doadores de sangue devidamente credenciados paguem apenas 50% do ingresso em eventos


Projeto de lei que visa incentivar a doação de sangue no Brasil foi proposto pelo deputado Federal, Márcio Macêdo (PT-SE), na Câmara dos Deputados. O PL (3780/12) institui o direito a meia-entrada para doadores regulares de sangue e órgãos em locais públicos de cultura, esporte e lazer.
De acordo o parlamentar petista a idéia surgiu por conta do atual déficit nos bancos de sangue do país. Macêdo informou que atualmente os bancos de sangues não estão dando conta de atender a demanda da população que necessita de doação de sangue no Brasil.
“Nós estamos procurando incentivar aqueles cidadão e cidadã que possam doar sangue e possam ter a partir do estado um incentivo, que é a meia-entrada no acesso às repartições públicas que promovem eventos esportivos, shows, atividades teatrais ou cinema”.
Macêdo também destacou que além do estado incentivar a doação de sangue no país, que é um fator positivo, em sua visão, o PL sendo aprovado vai beneficiar, principalmente, os brasileiros que se encontram com a saúde debilitada.
“Esse é um projeto que pode beneficiar e incentivar aquelas pessoas que querem fazer um ato, que eu considero muito sublime, que é através da doação do seu sangue salvar vidas e possibilitar que outros seres humanos possam, em um momento difícil, recuperar a sua saúde”. 
Pela proposta, só serão considerados doadores regulares de sangue aqueles que realizarem, no mínimo, três doações por ano, atestadas por órgão oficial ou entidade credenciada pelo poder público. Com a carteira de comprovação da doação expedida pelo Sistema Único de Saúde, o doador terá acesso a eventos de cultura, esporte e lazer pagando 50% do valor do ingresso.
Bruna Santos Nº 09

Diretório nacional do PT foi o que mais gastou em 2011


Diretório nacional do PT foi o que mais gastou em 2011, diz TSE

 

SÃO PAULO - Os diretórios nacionais dos 29 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) gastaram R$ 310.533.832,70 em 2011 - as receitas somaram R$ 382.506.512,44. O PT foi o que teve o maior gasto, R$ 71.760.939,17, e também a maior receita, R$ 109.882.972,81, uma diferença de R$ 38.122.038,64. Segundo o TSE, em balanço divulgado na sexta-feira, o montante dos gastos de todas as legendas não inclui o do Partido Humanista da Solidariedade (PHS), cuja prestação de contas se deu dentro do prazo, encerrado em 30 de abril, mas ainda não teve os dados processados pelo Tribunal.
O segundo partido que mais arrecadou (R$ 44.544.462,66) e gastou (42.661.570,27) é o PMDB, seguido pelo PSDB (R$ 38.521.474,61 de receita e R$ 36.107.930,96 de despesas), DEM (receita de R$ 23.266.945,79 e gastos de R$ 20.359.029,43) e PSB, na quinta posição, com arrecadação de R$ 22.603.782,66 e despesas somando R$ 19.775.212,29. (Confira aqui os gastos de todos os partidos no ano passado)
A menor despesa, em contrapartida, foi a do Partido Pátria Livre (PPL), com um total de R$ 124.743,38. A sigla teve a menor arrecadação, R$ 206.052,27. O PPL, segundo o TSE, é o partido mais novo dentre os 29; foi registrado em 4 de outubro.
Das receitas dos diretórios nacionais de todos os 29 partidos, R$ 307.317.749,00 aconteceram por meio do Fundo Partidário.
Os dados dos diretórios nacionais serão analisados pela Corte; os estaduais, pelo Tribunal Regional Eleitoral do respectivo Estado; e os municipais ou zonais, pelo juiz eleitoral. Caso haja irregularidades, as penalidades previstas na Lei dos Partidos Políticos para as contas não apresentadas ou desaprovadas total ou parcialmente são a suspensão das cotas do Fundo Partidário pelo período de um a 12 meses e a devolução de recursos ao erário. Em 2011, os partidos devolveram R$ 3.409.511,21.
Nome: Gustavo Souza N*21

Marta Suplicy rebate críticas de José Serra


SP: Em nota, Marta Suplicy rebate críticas de José Serra 
 
A senadora Marta Suplicy (PT-SP) rebateu as críticas feitas pelo pré-candidato à prefeitura de São Paulo, José Serra (PSDB), à sua gestão como prefeita da cidade de 2001 a 2004. Durante a cerimônia que formalizou o apoio do PSD à sua candidatura, Serra criticou a gestão do PT na cidade e também ironizou projetos do Governo Federal que, segundo ele, teriam sido copiados de suas ideias.
"Tudo bem copiar, mas tem que saber copiar direito. O governo federal criou o 'Mãe Cegonha' (segundo ele, inspirado no programa 'Mãe Paulistana'), mas, até agora, a cegonha ninguém viu. A cegonha voou", afirmou o tucano.
Procurada, a Assessoria de Imprensa de Marta Suplicy divulgou, em nota, uma resposta às críticas feitas pelo pré-candidato do PSDB. Confira na íntegra:
Quem copia projetos, e mal, é José Serra. O próprio Mãe Paulistana nada mais é do que o Nascer Bem - da gestão Marta (2001-2004). Serra tentou se apropriar de outros projetos da ex-prefeita: a ponte estaiada, na Marginal Pinheiros, que atacou virulentamente, mas depois tocou o projeto adiante e com custo bem mais alto; o observatório de astronomia doParque do Carmo e até o auditório do Ibirapuera, projetado por Oscar Niemeyer e cujas obras foram entregues por Marta. Serra criticava os CEUs e não entregou nenhum, mesmo tendo terrenos e projetos em mãos para tocar as obras. Paralisou Sao Paulo, no pouco tempo de gestão como prefeito - um ano e meio - contrariando promessa de campanha em que se comprometia a governar a cidade por quatro anos. Suas criticas e ironias não se sustentam diante dos fatos.

Nome: Tarciso Junior N*41

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Militante Valmir Bispo recebe homenagem póstuma na Câmara


Petista morto em Belém no dia 14 de abril tinha uma bela trajetória na militância política e cultural


Por iniciativa do deputado Cláudio Puty (PT-PA), foi realizada na Câmara dos Deputados uma cerimônia pública póstuma em homenagem ao militante do Partido dos Trabalhadores, Valmir Bispo dos Santos.
Segundo Puty, a homenagem a Valmir Bispo é relevante porque ele foi o primeiro militante petista da União Nacional dos Estudantes (UNE), além de ter contribuído amplamente para a militância do Brasil.
“Era um amigo e uma pessoa de larga militância no Brasil e no Pará, e foi com ele que eu aprendi que é necessário nós mudarmos a legislação para incorporar as diferenças de custos das regiões mais pobres do Brasil, na produção cultural e na circulação de bens culturais. Ele era um militante da causa indígena, cultural, estudantil no passado e a sua perda é inestimável”.
O senador Lindbergh Faria também compareceu à cerimônia de homenagem a Valmir e destacou que na mesma época em que Bispo assumiu a presidência da UNE, ele ingressava na universidade. Ele também ressaltou que as conquistas do governo Lula e do atual governo Dilma foram alcançadas através de um trabalho coletivo, no qual o militante Bispo contribuiu significativamente.
“Ele foi um grande presidente da UNE, que ajudou naquele período que antecedeu a campanha de 1989, aquela campanha belíssima do Lula. Então foi um momento de preparação para aquela arrancada do Lula de 89 e foi um momento decisivo. E eu fiz questão de vir aqui porque o Valmir era um dos militantes do PT que construíram a sua história e que deram a sua contribuição para que esse Brasil se transformasse nesse Brasil que é hoje, a sexta economia do mundo com inclusão social”.
Também participaram da homenagem os deputados federais José Guimarães (PT-CE), Newton Lima (PT-SP), Miriquinho Batista (PT-PA), além de outros parlamentares e convidados.
Valmir Bispo dos Santos
Valmir iniciou sua luta no movimento estudantil como presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) na gestão de 1987/88. Também foi atuante no movimento cultural do Pará, sendo Superintendente da Fundação Curro Velho durante o governo Ana Júlia (PT-PA).
Ele era diretor do Núcleo de Arte e Cultura da Universidade do Estado do Pará (Uepa) e militava no Setorial de Cultura do PT. Bispo faleceu no último dia 14 de abril, em Belém.

Adriano Leite  Nº1

quinta-feira, 10 de maio de 2012

PSDB protesta contra a submissão do governo brasileiro às imposições da FIFA

PSDB protesta contra a submissão do governo brasileiro às imposições da FIFA

Brasília - As garantias oferecidas pelo governo brasileiro à FIFA para conquistar o direito de sediar a Copa das Confederações 2013 e a Copa do Mundo 2014, a questão da liberação da venda de bebidas nos estádios durante a competição, o atraso nas obras de mobilidade urbana prometidas pelas cidades que sediarão partidas, foram alguns dos pontos abordados pelos senadores tucanos Alvaro Dias e Aloysio Nunes Ferreira durante a votação, nesta quarta-feira (09), do projeto da Lei Geral da Copa (PL 2330/11). Os tucanos apresentaram emendas ao projeto para proibir a comercialização de bebidas, mas elas foram rejeitadas pelo relator da matéria.
Na discussão do projeto, os senadores do PSDB criticaram duramente a medida, apesar de terem desistido de impor obstáculos à tramitação do projeto. O Líder Alvaro Dias, por exemplo, abordou a questão das garantias oferecidas pelo governo brasileiro à FIFA para conquistar o direito de sediar a Copa das Confederações 2013 e a Copa do Mundo 2014. Mantidas em sigilo absoluto por mais de cinco anos, as garantias foram esmiuçadas pelo senador Alvaro Dias no Plenário. O senador destacou que o Congresso e a sociedade só tiveram acesso aos compromissos firmados pelo então presidente Lula com a FIFA por conta da votação da Lei da Copa, e que não houve qualquer debate com a sociedade sobre as exigências da entidade do futebol.
“No dia 15 de junho de 2007, o então presidente Lula, na condição de chefe de Governo, assinou documento que vai de encontro à soberania nacional. Se dirigindo a Joseph Blatter, Lula se comprometeu a adotar todas as medidas e, se fosse necessário, aprovar ou solicitar ao Congresso Nacional a aprovação de todas as leis para assegurar o cumprimento das garantias. Ou seja, um chefe de Estado pactuou, em nome do Poder Executivo e até mesmo em nome do Parlamento, com uma entidade privada internacional, compromissos rigorosamente inadequados”, afirmou o senador.
“A quantas anda a execução das obras prometidas de acesso estádios e de hotelaria?”. O questionamento foi apresentado pelo senador Aloysio Nunes Ferreira durante a discussão da Lei da Copa. O tucano afirmou que o atraso é tão grande que um dirigente da FIFA chegou ao ponto de afirmar que o Brasil precisa “levar um pé nos fundilhos” pela incompetência na organização do evento.
“Lula prometeu o que não podia dar. Prometeu flexibilizar leis que não estavam ao seu dispor. E eu receio que a frase do senador Humberto Costa (PT/PE), de que daqui não passarão, será desmentida brevemente pelos fatos, porque onde passa um boi, passa uma boiada. O consumo de bebida é apenas um dos absurdos. Outro é atribuir à União uma responsabilidade ilimitada por qualquer dano ou incidente relacionada à Copa, o que causará uma chuvarada demandas judiciais. A Copa é um fato positivo, mas foi mal conduzida pelo governo brasileiro. O Congresso fez mal em mudar a lei das licitações. Para as obras da Copa não há obrigação de sequer haver projeto executivo ou um projeto qualquer. O governo flexibilizou a lei do consumo de bebidas e vai cada vez flexibilizando mais a sua espinha dorsal, numa atitude prostrada de adoração à FIFA. Duvido que outro País tivesse atitude semelhante”, afirmou Aloysio em seu discurso.



Leonardo Possari  -  26

 

José Serra lidera corrida eleitoral para a prefeitura de São Paulo


José Serra lidera corrida eleitoral para a prefeitura de São Paulo

Brasília - Uma pesquisa realizada pelo Ibope aponta que o pré-candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, lidera a intenção de votos na capital paulista com 31%. O segundo colocado é Celso Russomanno, do PRB, que aparece com 16%.
Os outros pré-candidatos são Netinho (PC do B, 8%), Soninha (PPS, 7%), Gabriel Chalita (PMDB, 6%) e Paulinho da Força (PDT, 5%). A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais – para mais ou para menos. O petista Fernando Haddad tem apenas 3% das intenções de voto.
O Ibope entrevistou 805 eleitores em todas as regiões de São Paulo entre os dias 5 e 7 deste mês. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo SP-00027/2012.


Gabriel Milan -  18

 

Mulheres do PT debateram feminismo, políticas para mulheres e construção partidária

Encontro que ocorreu no último final de semana, em Brasília, e reuniu cerca de 700 delegadas de todo o País

Cerca de 700 delegadas de todo o Brasil reuniram-se em Brasília para participar do XI Encontro Nacional de Mulheres do PT, cujo tema foi “Feminismo, Políticas para Mulheres e Construção Partidária”, o qual elegerá também a nova composição da Secretaria Nacional de Mulheres do PT.
O evento foi realizado no último fim de semana, em Brasília (DF), e contou com a presença da atual secretária Nacional de Mulheres do PT, Laisy Moriére, de várias deputadas federais e estaduais, entre elas, as deputadas federais Benedita da Silva (PT-RJ) e Janete Pietá (PT-SP). Além das deputadas, estiveram presentes na cerimônia de abertura as ministras do Planejamento e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Miriam Belchior e Luiza Bairros, respectivamente.
No primeiro dia de encontro, as participantes debateram políticas para as mulheres, construção partidária, ocupação de cargos públicos e espaços de decisão e, especialmente, a questão da paridade, resolução aprovada durante a Etapa Extraordinária do IV Congresso Nacional do Partido. No domingo, foi feita a apresentação e a discussão das “teses”, das quais duas das três existentes unificaram-se (teses 2 e 3). Houve, portanto, somente a apresentação de duas teses: a Tese 1 (“Feminismos no Plural”) e a Tese 2 (“Unidade Feminista”), a qual se juntou com a tese “As Mulheres Podem”.
A secretária nacional de Mulheres do PT, Laisy Moriére, destacou em seu discurso que o financiamento público de campanha é essencial para que as mulheres candidatas tenham direitos e oportunidades iguais aos homens em suas candidaturas.
“Nós temos um encontro com 658 delegadas e as mulheres do PT estão realizando o maior encontro setorial do PT nesse ano. Então vamos bater palmas para nós! E nós precisamos de financiamento público de campanha para que as mulheres tenham condições de serem eleitas”.
Já a ministra Luisa Bairros ressaltou que o XI Encontro Nacional de Mulheres é simbólico porque é o primeiro encontro realizado sobre a vigência da nova regra da paridade na participação política do Partido dos Trabalhadores.
“Todas as mulheres do partido e todos os homens têm que valorizar e divulgar muito mais essa conquista porque ela seria considerada importante em qualquer lugar do mundo pelo potencial que tem de provocar mudanças na composição do poder, e principalmente, o reflexo que ela pode ter no aumento do número de candidaturas de mulheres e, mas do que isso o aumento do número de mulheres eleitas nos parlamentos brasileiros”.
E na visão da ministra do Planejamento, Miriam Belchior o XI Encontro representa principalmente o avanço na luta das mulheres dentro do partido e também na sociedade. Na propícia ocasião a ministra destacou a relevante conquista das mulheres brasileira, na qual segundo ela, é representada com a atuação da presidenta Dilma Rousseff, que foi eleita a primeira mulher a ocupar o maior cargo na esfera federal.
“Ter esse encontro com quase 700 delegadas que representa mais de 10 mil mulheres petistas que discutiram os assuntos relativos às mulheres, então eu acho que é o reflexo desse sucesso. E a paridade foi uma conquista importante que nós mulheres conseguimos e como eu disse aqui para as delegadas, no meu ministério nós praticamos a paridade, e eu tenho oito secretários nacionais: quatro homens e quatro mulheres. Então nós estamos aplicando lá aquilo que foi tão duramente conquistado no último Congresso do PT”.
Três chapas concorrem à eleição da Secretaria Nacional de Mulheres. A chapa “Feminismo é no Plural”, em que a atual secretaria Laisy Moriére concorre à reeleição, a chapa “As Mulheres Podem Mais”, com a candidata Georgina Fagundes, do Distrito Federal, e a chapa “Unidade Feminista faz história no PT”, que tem a candidata Suely Oliveira, de Pernambuco.
Como não houve acordo as delegadas realizaram a votação secreta nas urnas e o resultado da nova gestão que ficará a frente da Secretária Nacional de Mulheres, porém, ficará sob júdice até quarta-feira (10), na qual a Executiva Nacional do PT fará a contagem dos votos.



Lucas Lopes Nº 29