quinta-feira, 3 de maio de 2012

'Guerra Santa' contra juros faz de poupança 1ª vítima

A mudança nas regras de remuneração da caderneta de poupança, que deve ser anunciada nesta quinta-feira pela presidente Dilma Rousseff como forma de facilitar a queda dos juros básicos, já provocou a reação do PSDB. O Instituto Teotônio Vilela (ITV), braço de formulação política e econômica do partido, divulgou uma análise alertando que a poupança, considerada o porto seguro das pequenas economias, "será a primeira vítima a pagar o pato da guerra santa (de Dilma) contra os juros". Para os tucanos, a poupança foi escolhida porque a presidente petista não demonstra coragem para mexer no que realmente interessa: tributos e ganhos de bancos. Nas críticas à condução dessa questão pelo governo petista, os tucanos também fazem alusão ao confisco na poupança adotado no governo do então presidente (e hoje senador) Fernando Collor de Mello. O argumento é de que se realmente uma das propostas em discussão pelo governo Dilma - de cobrança de Imposto de Renda nas aplicações da poupança - for implantada, a presidente estará quebrando contratos. "O mínimo que se espera de um governo é que honre compromissos, esta é uma regra básica de regimes democráticos e não uma concessão. Com a tunga nas cadernetas, o PT repete a traumática experiência que o País viveu há 22 anos, com o hoje aliado Fernando Collor de Mello. Quem menos tem é sempre quem paga a conta", diz o instituto tucano. De acordo com o PSDB, a mudança nas cadernetas de poupança vem sendo ensaiada há algum tempo. "Sempre que os juros básicos se aproximam de seu piso histórico, isto é, 8,75% ao ano, a conversa volta. Desta vez, parece que a presidente resolveu pagar para ver." Na análise, o instituto reconhece que "todo mundo quer que os juros caiam o máximo possível no Brasil e ninguém duvida que as elevadas taxas praticadas aqui são estapafúrdias". Os tucanos sabem, ainda, que o rendimento prefixado da poupança cria uma limitação à redução dos juros básicos. Entretanto, dizem não aceitar o fato de que neste momento virtuoso, com a esperada redução dos juros, "os pequenos poupadores sejam os primeiros chamados a pagar a conta". Caso a Selic fique em 8,5% ou abaixo disso, a caderneta de poupança passaria a render mais que as aplicações de renda fixa e se tornaria mais atraente ao investidor. O receio do governo é que ocorra uma debandada dos fundos de investimentos para a caderneta, o que causaria um problema para o financiamento da dívida pública, uma vez que os fundos são os compradores de títulos do governo. Os tucanos, no entanto, dizem que "ser mais rentável" está se tornando um "pecado para a opção preferencial de quem poupa centavos". E reiteram: "É curioso que nestes séculos todos em que ocorreu o inverso - fundos de quem investe milhões serem mais atraentes que a poupança - ninguém se incomodou, nem fez menção de qualquer mudança." O PSDB sugere que se é para implodir o piso dos juros, "o que é desejável", e evitar que a poupança tenha maior rendimento que os fundos, o governo deveria diminuir, primeiro, o tributo que cobra de quem investe. "Fundos de investimento pagam até 22,5% de Imposto de Renda. Por que não reduzir a mordida do Leão? Por que, em seguida, o governo não orienta uma baixa geral nas taxas de administração? Há casos - até mesmo nos bancos públicos - em que elas comem quase metade do rendimento dos fundos." E volta a criticar: "A gestão petista não quer, porém, nem pensar nestas alternativas. Prefere começar pelo elo mais fraco, ou seja, o pequeno poupador."

Priscila Ribeiro  n°36
Fonte: Veja.com

Plano de relator do PT tira o PAC do foco da CPI

Reunida no Congresso, a CPI do Cachoeira discute o plano de tabalho apresentado pelo relator Odair Cunha (PT-MG). Na peça, ficou clara a intenção do deputado de restringir a investigação, impedindo que chegue ao Executivo e às obras do PAC. Ao citar a Delta Construções, empresa que a Polícia Federal vinculou à quadrilha de Carlinhos Cachoeira, Odair Cunha foi específico: disse que a CPI investigará a atuação da empreiteira apenas na “região Centro-Oeste”. Ao listar os depoentes que deseja inquirir, Odair incluiu apenas o ex-diretor da Delta para o Centro-Oeste, Cláudio Abreu. Ele seria ouvido em 29 de maio. O relator não fez menção a Fernando Cavendish, dono da Delta. A certa altura, o relator disse que a CPI vai apurar a ação de Cachoeira e as ramificações da quadrilha dele com diversos setores –do Ministério Público ao Legislativo—, além dos vínculos com “agentes públicos de governos estaduais”. Absteve-se de mencionar o Executivo federal. O grosso dos contratos da Delta com o setor público está no PAC, programa de obras do governo federal, sobretudo no Dnit, o departamento do Ministério dos Transportes que cuida da construção e manutenção de estradas. Ex-diretor do Dnit, demitido no ano passado, Luiz Antonio Pagot é mencionado nos grampos da PF. A despeito disso, o relator não demonstrou interesse em esmiuçar esse pedaço do inquérito. No momento, o plano do relator está sendo discutido pelos membros da CPI. No geral, a proposta de Odair Cunha foi elogiada. Mas vários parlamentares já sugeriram alterações. A oposição sugeriu que a investigação vá além do Centro-Oeste e inclua todas as esferas do Executivo –do municipal ao federal. Aqui, a lista de depoentes e as datas sugeridas por Odair Cunha. - Atualização feita às 19h56 desta quarta (2): O plano de trabalho de Odair Cunha foi aprovado pela CPI com ajustes. A despeito de inúmeras ponderações, o relator recusou-se a retirar do texto a referência geográfica ao Centro-Oeste. Disse entender que a investigação será feita “inclusive” nesta região, sem prejuízo de chegar a outros pedaços do mapa do país. Concordou incluir no rol de alvos potenciais, agentes públicos dos municípios e da União, não apenas dos Estados. Quanto ao dono da Delta, Fernando Cavendish, Odair admitiu a hipótese de incluir o nome dele no rol de depoentes. Ficou de voltar ao assunto na próxima reunião da CPI, na próxima semana. No mais, nada de PAC, Dnit ou Antonio Pagot. Aqui, mais informações sobre o que foi decidido. Daniel Ferrari n° 13

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Reviravolta: rumores de aliança entre PMDB e PSDB em Campina Grande

Reviravolta: rumores de aliança entre PMDB e PSDB em Campina muda cenário pró Tatiana


Ferrenho adversário da pré-candidatura de Tatiana Medeiros à Prefeitura de Campina Grande, o peemedebista Walter Brito Neto decidiu recuar nos ataques feitos à prefeitável e declarou, na tarde dessa segunda-feira (30), no seu microblog, Twitter que defende a candidatura própria do PMDB.

O desabafo do ex-deputado federal deve ter sido ocasionado pelos rumores de uma suposta aliança com o PSDB em Campina Grande para o pleito deste ano e disparou: “O PMDB não irá curvar-se à aliança com seus opositores, temos força e condições de vencer novamente, defendo a candidatura (sic) própia até o fim!”

Walter Brito reconheceu a candidatura do PMDB em Campina Grande e disse que ela é uma realidade e não uma alternativa. “o nosso projeto não é uma alternativa, mas uma realidade em Campina Grande !”, ponderou.

Aparentando ter levado uns bons “puxões de orelha”, o ex-parlamentar reconheceu também sua individualidade frente a decisões partidárias e democráticas e declarou: “No PMDB temos alguns pontos de discordância, mas o que nos une é mais forte e há de prevalescer, estou com o cabeludo pro quer der e vier !”.


Nome: Felipe Simões Corrêa Nº 16

terça-feira, 1 de maio de 2012

Serra e Haddad aproveitam palco do 1º de Maio na briga pelo voto


Serra e Haddad aproveitam palco do 1º de Maio na briga pelo voto

Os dois pré-candidatos em SP confirmaram presença nos eventos. Na 6ª, o PSDB realizou congresso de olho no voto dos trabalhadores

Com o tema Desenvolvimento com menos juros, mais salários e empregos, a festa não terá o clima tenso do evento do ano anterior por conta das negociações do salário mínimo e contará com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB), do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab(PSD) e do senador mineiro Aécio Neves (PSDB). Assim como fez no ano passado, a presidentaDilma Rousseff mandará o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, para representá-la.
Ainda pouco conhecido, o pré-candidato a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, aproveitará o palco das festas do 1º de Maio, tanto das centrais unificadas quanto da CUT (Central Única dos Trabalhadores), para marcar presença e tentar sair dos 3% de intenção de voto, segundo última pesquisa Datafolha. Seu principal rival e líder na disputa, o tucano José Serra, também confirmou presença nas festas também de olho no voto dos sindicalistas.
Numa estratégia para se aproximar dos 'trabalhadores', o PSDB realizou na última sexta-feira o Congresso Nacional do Núcleo Sindical do partido, na capital paulista, com a presença da cúpula tucana: José Serra (pré-candidato em São Paulo), Aécio Neves (senador por Minas), Sérgio Guerra (presidente nacional do partido) e Geraldo Alckmin (governador de São Paulo).

Stephanie F. Chiminazzo N:40

Líder do PSDB defende que Leréia se licencie do partido

O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR) defendeu que o deputado tucano Carlos Alberto Leréia (GO) se licencie do partido até as investigações contra ele sejam concluídas. Ele é suspeito de envolvimento com contraventor Carlos Augusto Ramos e esta sendo investigado desde então.
Leréia também é alvo de representação na Corregedoria da Câmara, mas já apresentou sua defesa prévia. Há muitos indícios de seu contato com Carlos Augusto Ramos, foram feitos grampos telefônicos pela Polícia Federal que mostraram a relação próxima entre os dois. Em um dos diálogos, Leréia pede a senha de segurança do cartão de crédito do contraventor.
Alvaro Dias disse que Leréia deveria pedir afastamento do seu partido, assim que foi revelado que recebeu recursos de Carlos Augusto Ramos. Ele também pede que o PSDB nacional abra um processo disciplinar contra o deputado goiano para que seja feita uma apuração da conduta dele, o que ainda não foi feito.


Alberto Nucci - nº 02
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,lider-do-psdb-defende-que-lereia-se-licencie-do-partido,l,lider-do-psdb-defende-que-lereia-se-licencie-do-partido,867225,0.htm 

Francischini pede audiência com militares para esclarecer escutas ilegais no GDF

Em Brasilia o deputado Fernando Francischini ( PR) apresentou requerimento à Comissão de Segurança Pública da Câmara pedindo a realização de audiência pública para que se esclareça as denúncias de escutas ilegais contra autoridades no Distrito Federal. O documento solicita presença de quatro militares para explicar as gravações e o vazamento de informações do governo do DF.
O servidor da Subsecretaria da Inteligência do GDF João Teixeira teria admitido a gravação clandestina de imagens do gabinete do governador Agnelo Queiroz.
''Essas afirmações justificam a realização da audiência pública para esclarecer de onde realmente estão partindo estas acusações, quem são os arquitetos intelectuais deste esquema e, principalmente, mostrar que conversar por redes sociais abertas não é espionagem e muito menos Militar do DF, Cel.Rogério Leão, e os tenentes-coronéis da PMDF Soraya Barbosa Sales de Almeida, Récio Torres e Vieira Neto.

Thais Battaglioli - nº 42



Brasília - O presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, afirmou, em entrevista à edição dessa segunda-feira do jornal Folha de S. Paulo, que a corrupção cresceu significativamente em relação à época em que ocupou a Presidência da República.
“O antigo não deixa de existir, mas se agregam dimensões funcionais novas. Com o capitalismo enorme no Brasil e o governo interferente, passam a existir muitas possibilidades de negócios. Perde visibilidade o clientelismo em favor de facilitação de negócios. Alguns partidos buscam posições com o objetivo de se financiar. Passa a ser algo sistêmico, não só no Brasil. Acho que aumentou. E a transparência também”, ressaltou FHC.
Ainda na entrevista, o ex-presidente criticou a falta de planejamento de longo prazo no Brasil. “Falta rumo. O que vamos fazer com o dinheiro do pré-sal? Precisa colocar em ciência, tecnologia, educação, como eles estão fazendo aqui”, afirmou. “O Qatar tem um plano de metas para o ano 2030. Eles todos têm visão estratégica de longo prazo”, disse.
https://www2.psdb.org.br
Nathália Maraccini Cézar, 34